terça-feira, 3 de agosto de 2010

Rammstein: o ícone alemão chega ao Brasil

Depois da confirmação do show da banda Rammstein no Brasil em novembro deste ano, o Rock Wall não poderia deixar passar em branco a boa notícia. Os alemães fazem (até o momento) uma apresentação única em São Paulo, no dia 30 de novembro (terça-feira).  A coluna dessa semana não fala especificamente de um ícone, mas de seis artistas que fizeram com que a sua música se tornasse uma das mais ouvidas e respeitadas de todo o mundo, quebrando barreiras do pólo de concentração musical da América do Norte.

O ícone da vez é a música do Rammstein, que provoca arrepios a quem ouve pela primeira vez o alemão grave cantando por Till Lindemann, acompanhado das guitarras de Richard Z. Kruspe e Paul Landers, a bateria de Christoph Doom Schneider, alinhada ao baixo de Oliver Riedel e ao teclado de Christian “Flake” Lorenz. O ritmo? Uma mistura de Metal Industrial e Tanz Metal (ou Dance Metal, em Inglês). O Metal Industrial configura um estilo que mistura elementos da música industrial e do heavy metal.

O Rammstein surgiu em 1994 após uma conturbada Alemanha vivida por Richard Z. Kruspe (seu fundador) que viveu as mudanças territoriais causadas pela queda do muro de Berlim. Segundo o site www.rammsteinfan.com.br, o nome da banda surgiu a partir de uma tragédia que envolveu uma colisão de jatos italianos, ocorrida na cidade de Ramstein. Eles acrescentaram mais um “M” no nome e batizaram o grupo como Rammstein, que também foi título da primeira música deles.

Cada álbum que o Rammstein lança é diferente do anterior, não mantendo um estilo único. Apesar da banda demonstrar brutalidade na sua imagem, há senso de humor e protesto político nas letras. Algumas letras estão escritas de maneira dúbia, passíveis de terem dupla interpretação, podendo dizer que o sentido da letra varia segundo o ouvinte.

O Rammstein conquistou seu espaço pela qualidade musical em longo tempo de estrada. Somente de premiações, a banda já levou os títulos mais importantes do mundo, como: MTV Europe Music Awards: Melhor grupo alemão; World Music Awards: Artista alemão de melhores vendas (pelo álbum Liebe Ist Für Alle Da);  Metal Hammer: Melhor canção (Mein Teil); Emma Gaal: Melhor grupo internacional, dentre outros.

O site www.rammsteinfan.com.br divulgou recentemente uma nota oficial dos organizadores da turnê “Liebe ist für alle da World Tour”, que envolve apresentação da banda pelo Brasil no fim desse ano.  Por enquanto existe apenas uma data confirmada. Veja informações abaixo:

RAMMSTEIN “Liebe ist für alle da” World Tour
Data: 30 de Novembro de 2010
Local: Via Funchal – São Paulo
Ingressos: R$ 200 (pista), R$ 220 (mezanino) e R$ 300 (camarote)
Classificação etária : Livre
Vendas a partir de 7 de agosto de 2010: www.viafunchal.com.br Tel: (11) 21445444

Veja também: The Rock Wall

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Os ícones e os símbolos. O que representa a sua banda favorita?


O termo símbolo, no dicionário, designa um elemento representativo que está em uma realidade visível em lugar de algo (realidade invisível) que tanto pode ser um objeto como um conceito ou ideia, determinada quantidade ou qualidade. O "símbolo" é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo cotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora existam símbolos que são reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural etc).

Ícone, para a Semiologia, é uma imagem que mantém com um determinando objeto uma relação de semelhança ou propriedade. Um ícone é uma abstração de algo que é do nosso conhecimento e apresenta pelo menos um traço em comum com o objeto representado.

E o que esse papo semiótico tem a ver com o rock? Se o ícone é uma abstração do nosso conhecimento e o símbolo é a representação do que nos é visível, nada melhor do que um bom símbolo para representar uma banda que é ícone, certo? Certíssimo! Nosso cérebro sabe associar imediatamente a imagem simbólica daquilo que nos marca ou que é (ou já foi) comum para nós um dia.

O rock sempre utilizou essa ferramenta para consolidar a sua marca entre o público. O símbolo de uma banda representa mais do que a identidade dela. Pode significar muitas coisas, como o nascimento do grupo, o estilo musical, uma representação de uma seita, letra da música etc. Em alguns casos, somente os integrantes sabem o significado verdadeiro desses símbolos.

No caso do rock, a discussão do símbolo envolve mais do que uma representação musical. Faz parte da tribo urbana dos roqueiros ter tatuagens espalhadas pelo corpo. Aos fãs da boa música, não há inspiração melhor do que homenagear os ídolos através de tatuagens com o símbolo de suas bandas favoritas.

Os símbolos são utilizados para estampar camisetas, inventar adesivos, marcar bumbos de baterias, gravar carteiras, chaveiros cds etc. o fato é que o símbolo de uma banda pode ser tão inesquecível quanto o seu maior single.

Abaixo, alguns exemplos dos símbolos mais representativos do rock:



 Veja mais símbolos em The Rock Wall

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Se o rock fosse uma propaganda, qual você compraria?

Além da teoria das tribos urbanas e do conceito técnico do que é ou não uma música bem feita, o rock sempre foi uma das máximas da indústria cultural do consumo. E não é só na vertente musical. Muitos são os artistas que compõe trilhas sonoras para o cinema, teatro, dança, e tem aqueles que até se arriscam na arte de interpretar.

Pois bem. Parte da indústria cinematográfica e musical, o videoclipe é explicitamente a “alma do negócio”. Muitas vezes é ele que lança uma música, uma banda/artista, um disco ou até sustenta canais de televisão. De acordo com a revista Universitária de Audiovisual, os videoclipes comerciais incorporaram os avanços de linguagem e mídia. Artistas como Madonna e Michael Jackson – ambos nascidos em 1958 – que já completaram 50 anos de idade continuam ativos em suas carreiras utilizando o videoclipe e seus desdobramentos. Houve uma ampliação da exibição de videoclipes em emissoras (broad e narrowcasting) e programas especializados, além da utilização de outras mídias impressas e eletrônicas.

Na prática, o videoclipe vende mais do que a música/banda. Ele vende produtos fantasiosos, que ficam no imaginário do telespectador. Há certos objetos que viram ícones de uma banda, simplesmente por a representarem em um videoclipe.

Vamos a prova:

- Quem nunca associou a imagem da mini caixa de leite ao clipe Coffee and TV do Blur?
- Vai dizer que você nunca teve vontade de jogar o videogame do clipe Californication do Red Hot Chili Peppers?
- Nem é preciso falar que todo mundo queria ter o satânico Eddie, do Iron Maiden, né?
- Ver um porco rosa voando é a mesma coisa de dizer: “Olha, o The Wall do Pink Floyd”. Vai negar?
- Meninos, admitam. Aposto que vocês sonhavam com a boneca inflável Rose (da música Whole Lotta Rosie) do ACDC.

Enfim, se o rock aliado ao videoclipe tivesse por objetivo vender ícones representativos, qual você compraria?

Seu objeto de consumo não está na lista? Sugira no site The Rock Wall e aproveite para ver os videos de todos esses produtos "criados" pelas bandas listadas. 

terça-feira, 6 de julho de 2010

2010 ou 2012? Quem irá sobrar no ano da profecia do rock?

Cientistas, religiosos e místicos do mundo inteiro correm atrás de pistas deixadas por civilizações e profetas do passado explicando como será o fim dos tempos. Em diversas culturas ancestrais o ano de 2012 é marcado nos calendários como o 'Armagedom', o 'apocalipse', o 'fim do mundo', 'o juízo final', 'o fim de um ciclo' e, nos mais otimistas, 'o ano em que esta era terminará e outra, melhor, será iniciada'. Maias, Egípcios, Celtas, Hopis, Nostradamus e diversos profetas, Chineses e Budistas, WebBots, Cientistas e Religiosos das mais diferentes crenças dizem que o mundo como o conhecemos pode estar com os dias contados, e a mais presente profecia está marcada para o ano 2012, como enfatiza o site Porque 2012.

Porem, para o rock, essa profecia parece começar a se concretizar em 2010. Estamos no mês de julho (meio do ano) e já se foram vários importantes ícones da música. Dentre eles, destacam-se:

- Teddy Pendergrass - Ex-vocalista do Harold Melvin & The Blue Notes, em 13 de janeiro, de câncer;
- Peter Steele – Vocalista do Type O Negative, em 14 de abril de 2010, de parada cardíaca;
- Ronnie James Dio - Vocalista das bandas Elf, Rainbow, Dio, Black Sabbath e Heaven and Hell, em 16 de maio de 2010, de câncer;
- Paul Gray - Baixista do Slipknot, em 24 de maio de 2010, de overdose acidental;
- Marvin Islev - Ex-baixista do The Isley Brothers, em 6 de junho de 2010, de complicações de saúde em decorrência de diabetes;
- Stuart Cable - Ex-baterista do Stereophonics, em 7 de junho de 2010 – causa não determinada;
- Gany Shider - Guitarrista do Parliament-Funkadelic, em 16 de junho de 2010, de câncer no cérebro e pulmão;
- Pete Quaife - Ex-baixista do The Kinks, em 23 de junho de 2010 – causa não determinada.

Parece improvável, mas é a realidade. A música perdeu grandes nomes somente em 2010, que deixaram de ser ícones para se tornarem eternos mitos.

O site Crave Online foi mais além, quando divulgou a lista Celebrity Death Watch: Músicos com probabilidade de morrer em 2010. Vejamos quem integra lista “negra”, de acordo com a previsão do jornalista Johnny Firecloud:

- Steven Tyler – As probabilidade contra Tyler surgiram a partir de rumores de uma recaída de uma velha briga com o guitarrista Joe Perry. O vocalista ainda passeia por clínicas de reabilitação a longas datas para tratar seu vício contra anestésicos.
Chances de morrer em 2010, segundo o www.craveonline.com: 40% (mais 20% se ele não ficar na reabilitação).

- Courtney Love – Essa não é tão improvável de estar na lista. Além da notável história de entorpecentes e a perda da guarda da filha Frances Cobain, Love tem sido protagonista de vexames públicos que envolvem brigas e drogas.
Chances de morrer em 2010, segundo o www.craveonline.com: 65% (mais 25% se ela for banida das redes sociais Facebook e Twitter).

- Scott Weiland – O ressuscitado vocalista do Stone Temple Pilots deu um toque bastante maquiavélico ao último álbum da banda, que envolve auto destruição, auto inferno, dentre outras loucuras, como incontáveis detenções.
Chances de morrer em 2010, segundo o www.craveonline.com: 40% (30% caso os novos álbuns do Stone Temple Pilots não saiam).

- Zakk Wydle – Após ser demitido da banda de Ozzy, Wylde se viu obrigado a cancelar sua turnê própria, por conta de coágulos de sangue que induziram diversas vezes ao hospital. Ele foi ordenado pelos médicos a parar de beber, para evitar a hemorragia interna -  o que é para ele, quase impossível.
Chances de morrer em 2010, segundo o www.craveonline.com: 55% (40%, se ele voltar em turnê).

Detalhes importantes: Ronnie James Dio estava nesta lista, divulgada no fim do ano passado. Será um sinal? Tomara que não. Outro detalhe interessante é que a lista traz Keith Richards como imortal. Ufa!

Veja lista completa aqui

Leia também: The Rock Wall

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mito que é mito sobrevive de tributos - Entrevista com a banda Nevermind

Essa semana, o site The Rock Wall publicou uma entrevista que eu fiz com o pessoal da banda Nevermind, que é o cover oficial do Nirvana em Belo Horizonte.

Em uma descontraída conversa os meninos me contaram qual é o sentido de representar uma das maiores bandas do mundo e ainda passar pelo crivo de comparações com o grande ícone Kurt Cobain.

Uma pequena amostra:

Rock Wall - Qual é para vocês, a representação do Nirvana no mundo?
Marco: Para a nossa geração que era adolescente no início dos anos 90, o Nirvana é quase uma unanimidade. Talvez as novas gerações não consigam compreender exatamente o que foi o Nirvana, pelo contexto histórico, tecnológico e cultural em que vivemos hoje.

Pablo: Pra mim, é o que está escrito naquela capa da Rolling Stone do ano passado com o Kurt na capa. Ele foi o último ídolo do rock. O rock hoje é muito certinho, bonzinho e comportado. Escuto rock desde os 4 anos de idade e na minha cabeça é o oposto disso.


Rock Wall - Há muita comparação com a banda original?
Marco: Inevitavelmente sim. Mas vejo isso como um fator positivo, guardadas as devidas proporções. Apesar de eu ter um biótipo semelhante ao do Kurt Cobain, o nosso foco é o som e a música. Pessoalmente, sou um pesquisador da história do Nirvana e especialmente do Kurt. Procuro informações sobre os pedais e efeitos que o Kurt usava, amplificadores, afinações alternativas, e coisas do tipo... Tenho contato com o Jack Endino, que é o engenheiro que gravou o Bleach (álbum do Nirvana) e vários outros registros da banda. Apesar dele odiar perguntas sobre o Nirvana, às vezes ele compartilha algumas informações preciosas.
O Nevermind tenta ser o mais fiel possível ao original. Apesar disso, eu interpreto o Kurt. Não tento copiá-lo porque sei que não conseguiria, mesmo que eu quisesse.

Pablo: Com certeza, e muitos elogios e críticas construtivas! Parece que tocar Nirvana gera um sentimento (bom) de saudosismo, boas recordações... Tem gente que não acredita que está ouvindo uma banda tocar Nirvana. Teve uma menina que chorou na frente do palco.

Tirem as suas próprias conclusões.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Clube dos 27: coincidência ou carma?

O mundo viveu e conheceu a história de alguns dos artistas que mais ganharam notoriedade na história da música e que coincidentemente morreram aos 27 anos. A pergunta é: será uma mera coincidência ou um carma do rock?

Mais difícil do que responder a essa pergunta é conseguir não deixar de temer a morte de grandes ídolos - embora a maioria dos ícones que ainda nos restam já passou dessa idade (Ufa!). O mais intrigante é que grande parte dos músicos que fazem parte do Clube dos 27 morreram de formas misteriosas ou inesperadas.

Quem morreu?
Vamos aos fatos, para depois passar para os argumentos:

- Conhecido como um das personalidades mais importantes do blues, Robert Johnson (08/05/1911 – 16/08/1938) viveu tempo suficiente para servir de influencia para músicos como Jimi Hendrix,  Bob Dylan e Eric Clapton. Além do mito que Johnson vendera sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi,  em troca da proeza para tocar guitarra, há inúmeras versões sobre a morte desse ícone. Segundo os ‘ditos”, Johnson pode ter morrido envenenado por whisky, sífilis e vários outros. A causa da morte ainda é desconhecida, por não ter tido um atestado de óbito certificado por um médico.

- Brian Jones (28/02/1942 – 03/07/1969) foi encontrado afogado na piscina de sua casa. O ícone, também um dos fundadores do grupo Rolling Stones, teve sua vida e morte abordada no filme Stoned, (2005), que revela que a morte de Brian foi causada por Frank Thorogood, um dos empreiteiros que trabalhava em reformas na casa de Brian. Frank confessou o crime em 1993 em frente ao túmulo de Brian.

- Considerado como o maior guitarrista de todos os tempos, Jimi Hendrix (27/11/1942 – 18/09/1970) também deixou esse planeta por uma morte bastante estranha. O músico foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas de Vesperax (forte analgésico), tendo, em seguida, se asfixiado em seu próprio vômito.

- A lendária Janis Joplin (19/01/1943 – 04/10/1970) morreu de overdose de heroína em 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia. Conhecida pela sua voz marcante, a cantora fez de seu nome uma lenda nos anais da música, tanto pelo talento como por suas loucuras.

- Que atire a primeira pedra quem viveu a década de 70 sem se revoltar pela morte de Jim Morrison (08/12/1943 – 03/07/1971). O cantor, compositor e autor de grande parte das músicas do The Doors morreu na banheira. Muitos fãs e biógrafos especularam sobre a causa da morte, se teria sido por overdose, embora Jim não fosse conhecido por consumir heroína. O relatório oficial diz que foi “ataque de coração” a causa da sua morte.

- Kurt Cobain (20/02/1967 – 05/04/1994) fecha a lista do Clube dos 27, até então. O compositor, guitarrista e cantor conhecido por liderar o movimento grunge morreu sob suspeita de suicídio com uma espingarda em sua boca, em sua própria casa. A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no sangue de Kurt.

Os argumentos:


Coincidências: além de morrerem aos 27 anos, todas as personalidades listadas no Clube dos 27 despediram-se do mundo no auge da carreira, deixando o mundo das celebridades para tornarem-se mitos. Os seis foram grandes influências midiáticas, construíram um legado de seguidores musicais e até hoje são considerados referências para vários artistas. Todas as mortes foram coincidentemente consideradas “estranhas” por estarem fora do padrão de simplesmente exacerbado consumo de drogas, como é taxado à maioria das celebridades do rock.

Carma: depois do último ícone da lista do Clube dos 27, Kurt Cobain, não houve nenhuma personalidade que “revolucionasse” o rock (depois desta data). Obviamente que no meio do caminho, várias figuras importantes fizeram parte da construção dessa história, como Ronnie James Dio, Joey Ramone, John Lennon, dentre tantos outros. Mas nenhuma figura recente mudou a história do rock depois de Kurt Cobain. Todos os ícones do Clube dos 27 morreram no auge da carreira, o que decepcionou vários fãs que nunca puderam assistir aos shows desses artistas.

Bom, sendo trágico ou não, essas personalidades morreram jovens, mas deixaram as suas marcas na história do rock, na memória de muitas pessoas e na influência de outras tantas bandas que vem surgindo por aí.

Veja também: The Rock Wall

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cazuza: gênio antes de mito

No meio de tantos mitos da música que deixam as suas carreiras e fãs depois de experimentarem o auge do seu estrelato, não poderia deixar de falar do ícone que deixou esse planeta para se tornar um dos seres mais queridinhos do Brasil. Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza foi cantor e compositor considerado símbolo da sua geração enquanto vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho.



Morto em 7 de julho de 1990, o ícone autor de canções como "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Ideologia", "Brasil", "Faz Parte Do Meu Show", "O Tempo Não Pára" conquistou o auge de sua carreira no final do século XX, ao lado de Frejat e Barão Vermelho. Cazuza sustentou sua imagem no meio de várias polêmicas, que envolviam rebeldia, sexo, bissexualismo e doença.

O ídolo que virou mito se enquadra na categoria dos “mitos trágicos” que garantem a eternidade de sua imagem por serem “injustiçados pela vida”, justo quando alcançam o momento ‘clímax’ da carreira. Antes de morrer, Cazuza sofreu o preconceito da sociedade por ser soropositivo. Quando morreu, virou vítima e em pouco espaço de tempo, já era um dos seres mais respeitados do mundo da música brasileira – e ainda é.

A aids e o bissexualismo eram considerados um tabu, até o ‘grande ser’ se tornar vítima desses acontecimentos. Cazuza provou que não é preciso ser certinho ou andar completamente dentro da lei, para fazer composições extraordinárias. Afinal, os grandes gênios nunca foram lá tão normais.

Cazuza, que hoje é uma referência musical de quem o Brasil se orgulha, deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes, em apenas nove anos de carreira. As canções de Cazuza já foram reinterpretadas pelos mais diversos artistas brasileiros de diferentes gêneros musicais.



Em merecida homenagem ao grande ícone, a Som Livre realizou o show Tributo a Cazuza em 1999, posteriormente lançado em CD e DVD, do qual participaram Ney Matogrosso, Barão Vermelho, Engenheiros do Hawaii, Kid Abelha, Zélia Duncan, Sandra de Sá, Arnaldo Antunes e Leoni. No ano 2000 foi exibido no Rio de Janeiro e em São Paulo o musical Casas de Cazuza, escrito e dirigido por Rodrigo Pitta, cuja história tem base nas canções de Cazuza.



Em 2004 foi lançado o filme biográfico Cazuza - O Tempo Não Pára de Sandra Werneck.

Os lançamentos provam o quanto o ídolo se torna mito após a morte. O caso Cazuza nos leva a crer que muitas vezes personalidades surgem exatamente para provar para a sociedade que atrás de muitas mentes doentias existe uma sabedoria, que vai muito além dos princípios aprendidos dentro de quatro paredes.

Veja também: The Rock Wall