Aproveitando a onda de retrospectiva 2009, não tem como deixar de mencionar o grande ícone do pop, que até antes de morrer, nada mais era do que um pedófilo maluco criado pela mídia. Sim, Michael Jackson morreu aos 50 anos e apesar dos escândalos que foi envolvido na última década, não deixou de provar que a mídia sustenta-se num ciclo paradoxal.
Do dia para a noite (literalmente), o esquisito e abusador de criancinhas transformou-se no rei do pop, inocente por sua ingenuidade infantil. De uma forma assustadora, porém já esperada, Michael Jackson tornou-se ídolo inesquecível para pessoas de várias gerações. Em menos de duas horas do anúncio de sua morte, as redes sociais estavam congestionadas em toda a web. Suas músicas e videoclipes alcançaram marca histórica de downloads. Isso sem contar o espetáculo do funeral, com direito a ingresso, programação de shows, de emoções e de horários, com direito a transmissão mundial pela televisão.
Até onde eu me lembre, Michael Jackson foi o primeiro grande mito a experimentar todas as formas de especulação midiática da contemporaneidade cibernética, extrapolando acessos em todos os meios e aparatos tecnológicos possíveis. E até onde eu considero, ele foi um dos últimos ícones a se tornar de fato um mito.
O cinema, é claro, não poderia ficar fora dessa. Depois de abocanhar os lucros dos ingressos da turnê “This is it” – que não aconteceu, e principalmente pelal manifestação dos fãs em não exigirem o dinheiro de volta, o filme que carrega o nome da turnê foi lançado em exibição limitada nas telonas, e obviamente, já se encontra disponível para download na rede dos "piratas".
O filme nada mais é do que um aperitivo do que seria o show, e uma provocação aos que tinham pagado ingresso, no sentido: "olha só o que vocês perderam". Esse foi o primeiro da lista de longas que vem por aí.
Mais posts sobre o mais recente mito ainda aparecerão por aqui. Por enquanto, uma pequena amostra do espetáculo, quer dizer, funeral (que todo O mundo já deve ter visto).
O filme nada mais é do que um aperitivo do que seria o show, e uma provocação aos que tinham pagado ingresso, no sentido: "olha só o que vocês perderam". Esse foi o primeiro da lista de longas que vem por aí.
Mais posts sobre o mais recente mito ainda aparecerão por aqui. Por enquanto, uma pequena amostra do espetáculo, quer dizer, funeral (que todo O mundo já deve ter visto).
