No próximo dia 8/03 é comemorado o Dia Internacional da Mulher. O Da Morte ao Mito, é claro, não poderia deixar de prestar uma homenagem aos mitos femininos que mostraram a cara, venceram preconceitos e conquistaram mais um importante espaço na sociedade. A música é a grande prova dessa manifestação que até hoje só tende a reforçar o ideal de que elas podem e fazem bem o barulho do rock.
Uma das primeiras a quebrar os tabus foi Janis Joplin em sua frenética carreira solo, no final da década de 60. Mas isso era só o começo. Logo em seguida, o mundo reconheceu Suzi Quatro, das musas Joan Jett e Lita Ford, que lideravam o The Runaways e do Blondie, comandado pela carismática Debbie Harry.
Algum tempo depois surgiu o The Bangles, que fez história com álbum “All Over the Place”, em 1984 e, junto com as meninas do Go Go’s, foram eleitas os maiores nomes do chamado Pop / New Wave. Outro destaque dos anos 80 foi o Vixen, o maior representante feminino do Hard Rock.
Quem também marcou época foi a alemã Doro Pesch. Primeiro com o Warlock e depois simplesmente como Doro, gravando ótimos álbuns durante os anos 90. E foi também nos anos 90 que o mundo conheceu as californianas do L7. Praticando um Heavy Metal sem maiores cerimônias, o grupo emplacou vários hits nas rádios e na MTV, chegando a se apresentar em terras brasileiras em 1993, no festival Hollywood Rock.
Ainda nos anos 90, destaque especial para as meninas do Kittie, banda de Nu Metal canadense de London Formada em 1996, elas atingiram o sucesso em 1999, quando a faixa "Brackish" tornou-se um hit único. A banda também apoiou, durante o início da década de 2000, o Slipknot em turnê pelo Reino Unido, abrindo-lhes vários concertos aumentando a popularidade da banda.
Algumas mulheres ainda ganharam destaque tocando algum instrumento em bandas formadas exclusivamente por homens, como as baixistas Sean Yseult e D’Arcy Wretzky, do White Zombie e Smashing Pumpkins, ou atuando como ‘front woman’, como Gwen Stefani e Shirley Manson, do No Doubt e Garbage, respectivamente.
Não podemos esquecer que são as mulheres que lideram a maior parte dos grupos Doom / Gothic. Entre as representantes do estilo, destacam-se Vibeke Stene (Tristania), Liv Kristine Espenæs (Theatre of a Tragedy) e Tarja Turunen (ex-Nightwish).
No Brasil, o destaque fica para pioneira Rita Lee, o ícone Cássia Eller e as veteranas Paula Toller (Kid Abelha), Fernanda Takai (Pato Fu).
E então, ainda é preciso mais algum argumento para homenageá-las no dia 8 de março?
Por isso, mais do que o dia delas, finalizo com a convicção que o cenário do rock também foi construído por elas!
Esse blog tem por objetivo discutir temas e levantar hipóteses sobre a cobertura da morte de ídolos midiáticos. Aqui serão retratados, principalmente, a morte e a criação dos mitos da música, e a comoção criada pela mídia em virtude deste acontecimento público. Além dos posts, são aceitos artigos relacionados ao tema, bem como sugestões de personalidades.
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quarta-feira, 2 de março de 2011
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