Longe de mim dizer que alguém possa fazer uma música para tocar em funeral. Entretanto, você há de convir que muitas músicas combinam com a ocasião fúnebre e algumas pesquisas mostram apontam essas, como a escolhida entre o público.
Separei algumas que são clássicas e que remetem muito bem esse momento.
01) "Angels" - Robbie Williams
02) "Réquiem" - Mozart
03) "My Way" - Frank Sinatra
04) "The Show Must Go On" -Queen
05) "Stairway to Heaven" - Led Zeppelin
06) "Highway to Hell" - AC/DC
07) After All these years - Silverchair
08) "Stirb Nicht Vor Mir – Dont Die Before i Do" - Rammstein
09) "When love and death embrace"- HIM
10) "Don´t Forget Me" - Red Hot Chili Peppers
Achou pouco? Já existe até cd (disponível para download) com músicas para tocar em funeral.
Prepotência? O Kiss já tem até caixão com foto da banda...
Esse blog tem por objetivo discutir temas e levantar hipóteses sobre a cobertura da morte de ídolos midiáticos. Aqui serão retratados, principalmente, a morte e a criação dos mitos da música, e a comoção criada pela mídia em virtude deste acontecimento público. Além dos posts, são aceitos artigos relacionados ao tema, bem como sugestões de personalidades.
domingo, 22 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
O oásis do Oasis
Em geografia, um oásis é uma área isolada de vegetação em um deserto. Na musicografia, Oasis foi uma banda de rock de Manchester, Inglaterra. O grupo surgiu no cenário mundial em 1994 como "marca" do tradicional rock britânico, que estava em baixa graças ao surgimento de outras correntes musicais. A banda estabeleceu-se como uma das mais aclamadas dos anos 1990, não apenas pela sua qualidade musical, como também pelo comportamento peculiar dos seus membros, como por exemplo os confrontos com os media e as brigas entre os dois irmãos Liam Gallagher e Noel Gallagher.
O que o oásis tem a ver com Oasis? Tanto banda quanto geografia nasceram em um ambiente não propício para vegetação, embora tenham conquistado seus lugares. A diferença é que o oásis permece, enquanto o Oasis...
Após muitas especulações sobre um provável fim do Oasis com o cancelamento de shows, Noel afirmou em nota oficial ao site da banda em 2009, que estava se desligando do grupo, "com tristeza e alívio", por desentendimentos com o irmão. Noel disse que "não poderia trabalhar nem mais um dia com Liam" e pediu desculpas a todos que tinham comprado ingressos para o restante dos shows da banda.
O fato é que durante toda a carreira da banda, o estrelismo dos integrantes atrapalhou o bom rendimento e o auge, que tanto desejaram ter, como o dos Beatles. E o erro, onde está? Querer ser mito a todo custo, como o ser imortal da música. Aí está o erro, Noel. Um mito é imortalizado somente se ele for mortal.
É inegável a influência e qualidade musical do Oasis. Entretanto, eles se atrapalharam antes que a mídia o fizesse. Esse é típico estrelato auto-destrutivo.
Sem mais.
O que o oásis tem a ver com Oasis? Tanto banda quanto geografia nasceram em um ambiente não propício para vegetação, embora tenham conquistado seus lugares. A diferença é que o oásis permece, enquanto o Oasis...
Após muitas especulações sobre um provável fim do Oasis com o cancelamento de shows, Noel afirmou em nota oficial ao site da banda em 2009, que estava se desligando do grupo, "com tristeza e alívio", por desentendimentos com o irmão. Noel disse que "não poderia trabalhar nem mais um dia com Liam" e pediu desculpas a todos que tinham comprado ingressos para o restante dos shows da banda.
O fato é que durante toda a carreira da banda, o estrelismo dos integrantes atrapalhou o bom rendimento e o auge, que tanto desejaram ter, como o dos Beatles. E o erro, onde está? Querer ser mito a todo custo, como o ser imortal da música. Aí está o erro, Noel. Um mito é imortalizado somente se ele for mortal.
É inegável a influência e qualidade musical do Oasis. Entretanto, eles se atrapalharam antes que a mídia o fizesse. Esse é típico estrelato auto-destrutivo.
Sem mais.
domingo, 8 de maio de 2011
O fiel público da morte
O cinema, mais uma vez, reforça a máxima que é vivenciada dia a dia nos veículos de comunicação de massa: quanto mais mortes, mais curiosidade o público demonstra ter sobre o assunto.
Esse é um dos fatores fictícios, porém justificadores do incessante interesse pela morte. O suspense “Sem Vestígios” (Untraceable, 2008) vem reforçar essa tendência. O prazer voyeur de observar a desgraça dos outros dá o tom logo na primeira cena. O vilão do filme é um sujeito revoltado com essa curiosidade mórbida das massas. Ele seqüestra pessoas e as coloca ao vivo no seu site para serem cobaias de uma experiência.
Conforme a visitação ao site aumenta, o computador libera algum mecanismo que deixa a vítima mais próxima da morte. Com o gato, o contador leva três dias para administrar o veneno até o coração do bichano virar pedra. Já com o primeiro ser humano, a audiência aumenta e o sujeito morre em dois dias. Com o segundo leva menos que um. E o terceiro morre em questão de horas.
O filme é uma fábula irônica sobre um presente bem possível, em que as pessoas anônimas perdem a capacidade de discernimento moral, porque mesmo sabendo que causarão a morte de alguém, ainda assim assistem.
Mas o maior triunfo de Hoblit neste filme é não cair na armadilha sádica de um “Jogos Mortais”. Lá o que os realizadores fazem é nos alienar cuidadosamente das vítimas, para que possamos “desfrutar” dos espaçamentos, das mortes. Aqui não. O clima é de aflição, de impotência. E Hoblit não se apressa em conter a angústia que toma gradativamente o filme. Enfim, o assassino sorri para o espectador e diz que as mãos dele estão limpas. Alguém aí ficou com vontade de lavar as suas?
Esse filme revela exatamente o que esse blog sempre se propôs a discutir. Seria a morte de personagens midiáticos algo infinatamente curioso? Por que passamos a glorificar o ícone depois de sua morte?
As respostas para essas perguntas estão entre os 68 posts desse blog. Boas conclusões!
Esse é um dos fatores fictícios, porém justificadores do incessante interesse pela morte. O suspense “Sem Vestígios” (Untraceable, 2008) vem reforçar essa tendência. O prazer voyeur de observar a desgraça dos outros dá o tom logo na primeira cena. O vilão do filme é um sujeito revoltado com essa curiosidade mórbida das massas. Ele seqüestra pessoas e as coloca ao vivo no seu site para serem cobaias de uma experiência.
Conforme a visitação ao site aumenta, o computador libera algum mecanismo que deixa a vítima mais próxima da morte. Com o gato, o contador leva três dias para administrar o veneno até o coração do bichano virar pedra. Já com o primeiro ser humano, a audiência aumenta e o sujeito morre em dois dias. Com o segundo leva menos que um. E o terceiro morre em questão de horas.
O filme é uma fábula irônica sobre um presente bem possível, em que as pessoas anônimas perdem a capacidade de discernimento moral, porque mesmo sabendo que causarão a morte de alguém, ainda assim assistem.
Mas o maior triunfo de Hoblit neste filme é não cair na armadilha sádica de um “Jogos Mortais”. Lá o que os realizadores fazem é nos alienar cuidadosamente das vítimas, para que possamos “desfrutar” dos espaçamentos, das mortes. Aqui não. O clima é de aflição, de impotência. E Hoblit não se apressa em conter a angústia que toma gradativamente o filme. Enfim, o assassino sorri para o espectador e diz que as mãos dele estão limpas. Alguém aí ficou com vontade de lavar as suas?
Esse filme revela exatamente o que esse blog sempre se propôs a discutir. Seria a morte de personagens midiáticos algo infinatamente curioso? Por que passamos a glorificar o ícone depois de sua morte?
As respostas para essas perguntas estão entre os 68 posts desse blog. Boas conclusões!
domingo, 1 de maio de 2011
Qual é o limite entre plágio e Influência musical?
Plágio: ato de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto, música, obra pictórica, fotografia, obra audiovisual, etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original. No ato de plágio, o plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma.
Essa é uma questão discutida constantemente nos meios de comunicação de massa. Até que ponto uma música pode ser considerada plágio ou Influência musical? A discussão é uma que com certeza irá pairar as comparações do novo ao antigo.
A última discussão sobre o assunto, que está em debate no Brasil, está entre o Angra e o Parangolé.
Não está sabendo desse caso? Veja abaixo:
Há um vídeo que mostra o “Top 20 Plágios/Influências na Música”.
Comparações são inevitáveis, mas algumas chegam as discussões judiciais. Os fãs de das duas bandas (a que plagia e a que é plagiada) são os primeiros a se manifestar e levantar a bandeira de seus ídolos.
Mas por que isso acontece? Será que as bandas são inocentes e criam por acidente, um riff exatamente idêntico ao de alguma outra banda? Ou será que esse ato é intencional, conseqüência de uma forte influencia musical?
O que voce acha disso?
Essa é uma questão discutida constantemente nos meios de comunicação de massa. Até que ponto uma música pode ser considerada plágio ou Influência musical? A discussão é uma que com certeza irá pairar as comparações do novo ao antigo.
A última discussão sobre o assunto, que está em debate no Brasil, está entre o Angra e o Parangolé.
Não está sabendo desse caso? Veja abaixo:
Há um vídeo que mostra o “Top 20 Plágios/Influências na Música”.
Comparações são inevitáveis, mas algumas chegam as discussões judiciais. Os fãs de das duas bandas (a que plagia e a que é plagiada) são os primeiros a se manifestar e levantar a bandeira de seus ídolos.
Mas por que isso acontece? Será que as bandas são inocentes e criam por acidente, um riff exatamente idêntico ao de alguma outra banda? Ou será que esse ato é intencional, conseqüência de uma forte influencia musical?
O que voce acha disso?
domingo, 24 de abril de 2011
O que o rock tem a ver com a morte?
Taí uma boa pergunta. É normal rotular bandas de rock ou "roqueiros" como apreciadores da morte. É fato que muitas bandas carregam de fato, essa alusão pelo tema, através de suas letras depressivas, que falam sobre o desejo pelo fim da vida.
Mas a discussão em questão vai muito além disso. Quero abordar aqui o pré-conceito que antecede a explicação dessa questão. Por que as pessoas pensam assim?
A cor preta: na cultura popular, é uma cor muito ligada à vestimenta do Rock'n Roll e alguns de seus sub-gêneros, como o Heavy Metal e a tribo urbana dos góticos. Na cultura ocidental a cor negra está associada a morte, trevas, mal e outras conotações negativas. Mas a sua relação com a morte não acontece em algumas culturas orientais onde a cor do luto não é o preto, mas sim o branco.
A pré imagem do rock ao satanismo. O rock é de fato um dos mais típicos frutos sa era satânica (representado por algumas bandas). Não é a toa que ele surgiu justamente na mesma década em que LaVey lançava as bases do Satanismo moderno. Tanto os livros de LaVey e Crowley quanto as músicas de Little Richard e Rolling Stones são conseqüências de um mesmo momento histórico que exigia a morte de antigos valores e a manifestação de uma nova forma de se ver o mundo. E falar de satanismo é igual a lembrar de morte.
Caveiras: um dos acessórios mais usados pelas tribos urbanas. Caveira é o que mesmo? Ossos de um morto.
Protesto contra a vida: O rock surgiu como a música como protesto para a sociedade dos anos 60. Ele nasceu como evolução da liberdade contra os métodos tradicionais de existência em sociedade. A figura do rock, surge então, como "morte ao padrão de vida tradicional".
Drogas, álcool e violência: Não há como negar que a imagem do rock ficou durante anos, taxada como consumo exarcebado de álcool e drogas, consequentemente levando a ideia de morte, aumento do número de suicídios e violência. Ainda bem que essa imagem já mudou bastante de figura, mas sem querer, os rótulos de morte ainda nascem muito baseados nesse pressuposto.
E você, o que pensa disso?
Mas a discussão em questão vai muito além disso. Quero abordar aqui o pré-conceito que antecede a explicação dessa questão. Por que as pessoas pensam assim?
A cor preta: na cultura popular, é uma cor muito ligada à vestimenta do Rock'n Roll e alguns de seus sub-gêneros, como o Heavy Metal e a tribo urbana dos góticos. Na cultura ocidental a cor negra está associada a morte, trevas, mal e outras conotações negativas. Mas a sua relação com a morte não acontece em algumas culturas orientais onde a cor do luto não é o preto, mas sim o branco.
A pré imagem do rock ao satanismo. O rock é de fato um dos mais típicos frutos sa era satânica (representado por algumas bandas). Não é a toa que ele surgiu justamente na mesma década em que LaVey lançava as bases do Satanismo moderno. Tanto os livros de LaVey e Crowley quanto as músicas de Little Richard e Rolling Stones são conseqüências de um mesmo momento histórico que exigia a morte de antigos valores e a manifestação de uma nova forma de se ver o mundo. E falar de satanismo é igual a lembrar de morte.
Caveiras: um dos acessórios mais usados pelas tribos urbanas. Caveira é o que mesmo? Ossos de um morto.
Protesto contra a vida: O rock surgiu como a música como protesto para a sociedade dos anos 60. Ele nasceu como evolução da liberdade contra os métodos tradicionais de existência em sociedade. A figura do rock, surge então, como "morte ao padrão de vida tradicional".
Drogas, álcool e violência: Não há como negar que a imagem do rock ficou durante anos, taxada como consumo exarcebado de álcool e drogas, consequentemente levando a ideia de morte, aumento do número de suicídios e violência. Ainda bem que essa imagem já mudou bastante de figura, mas sem querer, os rótulos de morte ainda nascem muito baseados nesse pressuposto.
E você, o que pensa disso?
domingo, 17 de abril de 2011
Alice in Chains e o legado doentio de Layne Staley
Formado em 1987 em Seattle, o Alice in Chains foi uma das bandas mais bem sucedidas comercialmente da década de 1990, tendo vendido aproximadamente 15 milhões de álbuns ao redor do mundo,além de ter dois álbuns na primeira posição da Billboard 200 (Jar of Flies e Alice in Chains), 11 singles nas dez primeiras posições na parada Mainstream Rock Tracks e seis indicações ao Prêmio Grammy.
Apesar de vastamente associada ao grunge, o som da banda incorpora elementos do heavy metal, glam rock, hard rock e de música acústica. A banda alcançou fama internacional como parte do movimento grunge do início dos anos 90, ao lado de bandas como Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam. O fundador do Alice in Chains, Layne Staley, é um dos destaques do legado de uma história que fez toda a diferença para o rock.
Conhecido por sua voz extremamente marcante, Layne também era dono de uma presença de palco raramente vista. Porém, com o tempo, passou a possuir um vício que ele mesmo repudiava, a heroína.
Esse nojo que tinha por si mesmo era mostrado em diversas canções da banda, como "Sickman", "Dirt", "Angry Chair", "Grind" e muitas outras em que ele se diz "sujo", "morto por dentro" e afirmava ter tomado um caminho sem volta. Apesar de tentar se livrar do vício, nunca conseguiu devido a dependência ser forte demais e pela influência de seu pai, que se drogava e o incentivava ao mesmo. Desde o disco MTV: Unplugged, sua fraqueza em saúde era visível e Layne começou a se fechar em seu condomínio, evitando que as pessoas o vissem naquele estado.
A banda parou de fazer turnês e começaram a ser lançadas coletâneas do tipo The Best Of e álbuns que não traziam muitas novidades. A dependência de Layne se intensifica e devido a sua reclusão, surgem diversos rumores de suicídio. Após diversos rumores de suicídio desmentidos, Layne estava fraco e caiu em depressão profunda após a morte de sua namorada Demri Parrot, vítima de endocardite bacteriana,doença causada pelo uso de drogas. Após isso, seus problemas com as drogas só pioraram e Layne acabou sendo encontrado sem vida em seu condomínio vítima de uma overdose letal de heroína combinada com cocaína (droga conhecida como "speedball") no dia 20 de Abril de 2002, seu corpo já entrando em estado de decomposição. O dia da sua morte foi dado como 5 de abril pela perícia, coincidentemente o mesmo dia da morte de Kurt Cobain, outro ídolo da música grunge. Ao lado de seu corpo foram encontrados diversos tipos de drogas e até mesmo pertences pessoais.
Além de suas músicas, Layne foi um dos personagens que a partir dos anos de 1990 tornou-se um mito da história da música, e talvez o responsável por ainda manter a imagem do Alice in Chains viva. A banda, que ainda é atuante no mundo da música, vive a imagem da eterna homenagem ao frontman, tirado da carreira musical tão rapidamente.
Alice in Chains hoje
Mesmo nunca oficialmente debandado, a banda foi contaminada por extensa inatividade devido aos problemas de Layne Staley com drogas, culminando em sua morte em 2002. O Alice in Chains se reuniu novamente em 2005 e em 2009 terminaram a gravação de seu primeiro álbum de estúdio em quatorze anos com o novo vocalista, William DuVall. O álbum, intitulado Black Gives Way to Blue, foi lançado em setembro de 2009 pela Virgin/EMI.
E a boa notícia para os fãs do Brasil é que há grande possibilidade de um show do Alice in Chains no segundo semestre desse ano.
Apesar de vastamente associada ao grunge, o som da banda incorpora elementos do heavy metal, glam rock, hard rock e de música acústica. A banda alcançou fama internacional como parte do movimento grunge do início dos anos 90, ao lado de bandas como Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam. O fundador do Alice in Chains, Layne Staley, é um dos destaques do legado de uma história que fez toda a diferença para o rock.
Conhecido por sua voz extremamente marcante, Layne também era dono de uma presença de palco raramente vista. Porém, com o tempo, passou a possuir um vício que ele mesmo repudiava, a heroína.
Esse nojo que tinha por si mesmo era mostrado em diversas canções da banda, como "Sickman", "Dirt", "Angry Chair", "Grind" e muitas outras em que ele se diz "sujo", "morto por dentro" e afirmava ter tomado um caminho sem volta. Apesar de tentar se livrar do vício, nunca conseguiu devido a dependência ser forte demais e pela influência de seu pai, que se drogava e o incentivava ao mesmo. Desde o disco MTV: Unplugged, sua fraqueza em saúde era visível e Layne começou a se fechar em seu condomínio, evitando que as pessoas o vissem naquele estado.
A banda parou de fazer turnês e começaram a ser lançadas coletâneas do tipo The Best Of e álbuns que não traziam muitas novidades. A dependência de Layne se intensifica e devido a sua reclusão, surgem diversos rumores de suicídio. Após diversos rumores de suicídio desmentidos, Layne estava fraco e caiu em depressão profunda após a morte de sua namorada Demri Parrot, vítima de endocardite bacteriana,doença causada pelo uso de drogas. Após isso, seus problemas com as drogas só pioraram e Layne acabou sendo encontrado sem vida em seu condomínio vítima de uma overdose letal de heroína combinada com cocaína (droga conhecida como "speedball") no dia 20 de Abril de 2002, seu corpo já entrando em estado de decomposição. O dia da sua morte foi dado como 5 de abril pela perícia, coincidentemente o mesmo dia da morte de Kurt Cobain, outro ídolo da música grunge. Ao lado de seu corpo foram encontrados diversos tipos de drogas e até mesmo pertences pessoais.
Além de suas músicas, Layne foi um dos personagens que a partir dos anos de 1990 tornou-se um mito da história da música, e talvez o responsável por ainda manter a imagem do Alice in Chains viva. A banda, que ainda é atuante no mundo da música, vive a imagem da eterna homenagem ao frontman, tirado da carreira musical tão rapidamente.
Alice in Chains hoje
Mesmo nunca oficialmente debandado, a banda foi contaminada por extensa inatividade devido aos problemas de Layne Staley com drogas, culminando em sua morte em 2002. O Alice in Chains se reuniu novamente em 2005 e em 2009 terminaram a gravação de seu primeiro álbum de estúdio em quatorze anos com o novo vocalista, William DuVall. O álbum, intitulado Black Gives Way to Blue, foi lançado em setembro de 2009 pela Virgin/EMI.
E a boa notícia para os fãs do Brasil é que há grande possibilidade de um show do Alice in Chains no segundo semestre desse ano.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Qual música é a cara do cinema?
O gosto pelo rock está diretamente ligado à pelo menos, a simpatia pelas telonas. Nem que seja para assistir a um documentário de uma banda favorita, uma biografia em vídeo, um show etc. É fato que essas artes estão intimimamente ligadas, livres do simples factual dado pelo meios de comunicação de massa.
Antes do cinema ter som, em muitas sessões de filmes mudos já havia a figura do pianista que tocava ao vivo durante a projeção, criando uma trilha sonora no momento. O som surgiu no filme O Cantor de Jazz (The jazz singer, de 1927) e veio acompanhado das primeiras notas musicais a preencherem as salas de projeção. Desde então, a música passou a ser parte essencial de um filme, somente descartada em algumas estéticas específicas, como o movimento Dogma 95. A relação do cinema com a música ficou ainda mais forte com os musicais de Hollywood entre os anos 30 e 50. A música era parte do enredo e ajudava a contar a história, com os atores cantando e dançando.
A partir de então, não pararam de sair filmes com trilhas sonoras de rock. Não somente documentários ou shows, mas a música pesada já foi trilha pra muito longa. Isso sem contar a quantidade incontável de filmes que falam sobre a própria história do rock.
Pra mim, um dos clipes que mais retrata essa harmonia entre o rock e o cinema é o vídeo de "Tonight, tonight" do Smashing Pumpkins.
O clipe foi filmado no estilo de um filme mudo, usando o estilo do teatro com fundo primitivo e efeitos especiais. No início das gravações, o diretor Dayton teve problemas para localizar trajes, designers, figurinistas e cenários, porque na mesma época estava sendo filmado o longa Titanic (1997). Tonight, Tonight foi gravado em três dias.
O vídeo estreou em maio de 1996. As imagens do filme se intercalam com as imagens da banda. Trata-se de uma recriação do filmete de A Trip to the moon com todos os elementos originais, inclusive os efeitos especiais de explosões e perseguições, a perspectiva teatral, a colorização primitiva que tornava cada quadro uma pintura, a lua com rosto humano etc; reproduzidos através da moderna tecnologia de vídeo.
O videoclipe recebeu críticas bastante positivas, além de vários prêmios. Somente no MTV Video Music Awards em 1996, a banda levou as seguintes premiações: melhor vídeo, melhor direção, melhor efeito especial, melhor direção de arte e melhor fotografia. "Tonight, Tonight" foi nomeada para “melhor edição”, e também para “Melhor vídeo” no Grammy Awards de 1997. Ele ainda é considerado um dos melhores vídeos musicais de todos os tempos, segundo a revista Stylus Magazine's.
Arrisco a dizer que se naquela época existissem trilhas sonoras, essa música casaria perfeitamente ao tema.
E para você, qual música é a cara do cinema?
Antes do cinema ter som, em muitas sessões de filmes mudos já havia a figura do pianista que tocava ao vivo durante a projeção, criando uma trilha sonora no momento. O som surgiu no filme O Cantor de Jazz (The jazz singer, de 1927) e veio acompanhado das primeiras notas musicais a preencherem as salas de projeção. Desde então, a música passou a ser parte essencial de um filme, somente descartada em algumas estéticas específicas, como o movimento Dogma 95. A relação do cinema com a música ficou ainda mais forte com os musicais de Hollywood entre os anos 30 e 50. A música era parte do enredo e ajudava a contar a história, com os atores cantando e dançando.
A partir de então, não pararam de sair filmes com trilhas sonoras de rock. Não somente documentários ou shows, mas a música pesada já foi trilha pra muito longa. Isso sem contar a quantidade incontável de filmes que falam sobre a própria história do rock.
Pra mim, um dos clipes que mais retrata essa harmonia entre o rock e o cinema é o vídeo de "Tonight, tonight" do Smashing Pumpkins.
O clipe foi filmado no estilo de um filme mudo, usando o estilo do teatro com fundo primitivo e efeitos especiais. No início das gravações, o diretor Dayton teve problemas para localizar trajes, designers, figurinistas e cenários, porque na mesma época estava sendo filmado o longa Titanic (1997). Tonight, Tonight foi gravado em três dias.
O vídeo estreou em maio de 1996. As imagens do filme se intercalam com as imagens da banda. Trata-se de uma recriação do filmete de A Trip to the moon com todos os elementos originais, inclusive os efeitos especiais de explosões e perseguições, a perspectiva teatral, a colorização primitiva que tornava cada quadro uma pintura, a lua com rosto humano etc; reproduzidos através da moderna tecnologia de vídeo.
O videoclipe recebeu críticas bastante positivas, além de vários prêmios. Somente no MTV Video Music Awards em 1996, a banda levou as seguintes premiações: melhor vídeo, melhor direção, melhor efeito especial, melhor direção de arte e melhor fotografia. "Tonight, Tonight" foi nomeada para “melhor edição”, e também para “Melhor vídeo” no Grammy Awards de 1997. Ele ainda é considerado um dos melhores vídeos musicais de todos os tempos, segundo a revista Stylus Magazine's.
Arrisco a dizer que se naquela época existissem trilhas sonoras, essa música casaria perfeitamente ao tema.
E para você, qual música é a cara do cinema?
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