sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O rock (finalmente) será no Rio em 2011

A Copa do Mundo de 2014 e as olimpíadas de 2016 nas terras brasileiras parecem já fazer efeito no calendário do país. Não são só as obras de readaptação de estádios e a reconstrução desenfreada das principais capitas que parecem movimentar a rotina dos brasileiros. Os eventos internacionais voltam a acontecer aqui e os gringos já começam a comprar as passagens antes mesmo dos acontecimentos esportivos.

 A começar pelo evento mundial Rock in Rio, que como o próprio nome diz, tem sua tradição em uma das cidades mais quentes do planeta. Por motivos mal explicados e por questões polêmicas, o evento deixou de ser sediado na cidade maravilhosa. Porém, os dinossauros do rock viram em suas turnês - que ultimamente tem sido constantes no Brasil, que o país é bastante receptivo quando o assunto é música. O turismo movimenta o PIB brasileiro quando o papo é rock n’ roll. Não há quem não viaje para outras cidades e estados para ver suas bandas favoritas. Sem contar quem vem de fora.

Portanto, felizmente podemos comemorar porque em 2011 ele volta a ser nosso. Várias especulações estão sendo feitas sobre as atrações para o Rock in Rio 2011. Serão mais de 100 Bandas que irão movimentar o Parque Olímpico Cidade do Rock, que vai ser montado em uma área de 150 mil metros quadrados na Barra da Tijuca, na zona oeste carioca. Até agora, foram confirmadas as seguintes bandas: Metallica, Angra e Sepultura.

Mas, pela amplitude do evento e pela tradição de grandes bandas já terem se apresentado nele, arrisco até mesmo a vinda dos Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers, REM, Guns (por que não) e Pearl Jam.

Agora é esperar pra ver. São poucas bandas confirmadas, mas o evento já tem data de início: 25 de setembro de 2011. Até mesmo os ingressos já começarão a ser vendidos na próxima semana (19/11/2010), no valor de R$180,00.

Quer ver a estrutura do festival?


Um pequeno aperitivo. Abertura dos portões para show do Iron Maiden, no último Rock in Rio 2001:


Outras informações sobre o festival: www.rockinrio.com.br

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Qual é o preço de um mito?

Depois de virar moeda comemorativa, John Lennon entra pra lista das personalidades de “homenagens sem fim”

Os ingleses representaram a adoração mundial ao ex-Beatle na semana passada com uma homenagem sólida e bastante criativa. Completando 30 anos de sua morte, John Lennon teve seu nome registrado numa moeda comemorativa lançada pela Royal Mint, empresa que fabrica moedas britânicas.

Lennon foi o escolhido por voto popular no concurso “Great Briton”  para ser a personalidade homenageada na edição comemorativa da empresa. A Royal Minte abriu votação para a escolha, e não teve para ninguém. O eterno ídolo foi o escolhido.

Para quem acha que foi simples a disputa, uma surpresa. Cinco das mais famosas (e queridas) personalidades do país concorriam ao título de grande britânico. Concorreram com Lennon a escritora Jane Austen, Douglas Bader, piloto da Real Força Aérea britânica na segunda guerra, o escritor Walter Raleigh, Emmeline Pankhurst, que lutou pelo direito do voto feminino no país, e John Logie Baird, um dos pioneiros da televisão.

Para se ter uma ideia da importância da premiação, já foram homenageados Shakespeare, Churchill, Charles Darwin, Florence Nightindale e Isaac Newton. Ou seja, Lennon é imortalizado junto com a imagem de personalidades que fizeram diferença na humanidade.

A moeda está sendo vendida por 45 libras.

Daí eu completo: morre o ídolo, nasce o mito eterno. Nada mais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Have you already found a grave today?

Quanto mais navego pelas profundezas da internet, mais confirmo a máxima de que os famosos mortos tornam-se mitos na sociedade midiatizada. A prova da vez é o site Find a Grave, que disponibiliza fotos e histórias de túmulos das mais famosas personalidades mundiais.

O site nada mais é do que um Google de túmulos de personalidades. Basta você fazer a busca por localidade, época ou nome, e encontrar em menos de um segundo, a ficha completa da personalidade, junto com a foto de sua respectiva sepultura.
Além do histórico, o site torna pública a imagem dos cemitérios e das homenagens feitas aos famosos para todo o mundo, principalmente para as pessoas que não podem visitar a sepultura de seus ídolos pessoalmente. Ainda preciso dizer que a morte é a notícia que mais desperta curiosidade pública?

A internet populariza e torna acessível o ápice da curiosidade humana, pois possibilita o acesso interplanetário a fotos como de ídolos mortos, como faz o polêmico site Assustador, que independente da ética ensinada nas escolas de jornalismo, torna pública, imagens de famosos e anônimos no momento mais trágico de suas vidas. Não há como recriminar ou julgar como conteúdo desrespeitoso, pois a nossa curiosidade humana vai além dos nossos princípios morais.

Já que o papel da mídia é reforçar, vamos à alguns exemplos listados entre os túmulos de famosos já listados nesse blog, com imagens do site Find a Gave:

O túmulo de John Lennon


O túmulo de Michael Jackson 



Túmulo de Ronnie James Dio
     

Túmulo de Peter Steele

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Silverchair: a prata que não virou ouro


A banda da vez não acabou e não teve nenhum integrante morto, mas com certeza é a prova de que o fim muitas vezes pode significar o início de um reconhecimento eterno.  Falo dos australianos do Silverchair, o trio que com pouca idade conquistou o mundo pelo rock arranhado do grunge e da agressividade.

Não que eles deveriam ter acabado – até tenho muita esperança que voltem a fazer álbuns como Freak Show, mas o sucesso e influência do grupo nos primeiros anos desta década são imensuráveis, se comparado com os dias atuais.

A performance de Daniel Johns e sua trupe mudou não só fisicamente, mas também na forma de fazer música. Os meninos parecem ter se libertado para a juventude e para experimentarem algo “energizante”, como ver o rock como algo independente, e não apenas como compromisso, como sempre fizeram desde os 17 anos de idade. A banda ainda tem qualidade, mas não há como comparar Israel’s Son, Freak, Slave e as canções de Diorama – o 4º e último álbum do ‘antigo’ Silverchair.

Nem mesmo as doenças de Johns afastaram do Silverchair o título de uma das grandes bandas do ano 2000. O rock in rio 2001 foi a prova do potencial do trio, depois do show absurdamente bem apresentado, superando até mesmo a expectativa dos fãs do Red Hot Chili Peppers, que se apresentaram na mesma noite.

Os australianos voltaram ao Brasil em 2003, para até então “última apresentação”. Em 2007 eles voltaram à mídia com outra imagem, embora carregassem a bagagem musical em suas apresentações. Os integrantes investiram em novos projetos, mas não obtiveram sucesso. O Silverchair é mais uma banda vítima do sucesso terminável. O trio voltou e desperdiçou a chance de entrar pra história como uma das maiores bandas de influência mundial - o que é uma pena.

O rock in rio volta para o Rio de Janeiro em 2011. O que nos resta agora é acreditar na profecia e esperar que os australianos repitam o sucesso de 10 anos atrás!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O rock faz a moda e a identidade de seus adeptos

Jeans rasgados, tênis all star, coturnos, camisas de banda, saias xadrez, acessórios pontiagudos, vestidos de renda escura, calças e jaquetas de couro. O rock não é derivado apenas de um estilo musical, mas de uma série de histórias e cenários que acompanharam a evolução da sociedade e a tendência alternativa, proposta por muitos grupos musicais.

Que a música propõe estilos não é novidade. Desde os primórdios do pop e do rock, as estrelas ditavam não apenas um novo estilo de som, mas de comportamento e de moda. As celebridades até hoje são responsáveis por moldar cortes de cabelos, roupas, sapatos e até mesmo o posicionamento de várias pessoas em relação à sociedade.

Alguns autores dizem que os mitos passam a ser símbolos na indústria cultural. Douglas Kellner, autor de “Cultura da Mídia”, as celebridades nada mais são do que uma forma de propagação dos produtos culturais. Para ele, a moda tem a força de criar materiais que constroem identidade porque a cultura das sociedades tradicionais e modernas fazem com que o traje e a aparência indiquem a classe social e o status das pessoas.

Na da década de 1960, com o aparecimento dos Beatles e outros grupos que simbolizavam “rebeldia”, o mundo acompanhou a intensa tentativa de destruir os códigos culturais através de uma nova moda, que criou novas identidades acompanhadas do sexo, drogas e do rock. Naquele tempo, a moda era a “antimoda” que enfeitiçava os jovens pelo fato de sentirem o prazer de se acharem “contra o sistema”.

Esse mesmo autor diz que enquanto a sociedade criava novas modas, a cultura da mídia ia se transformando em uma fonte prazerosa porque colocava à disposição modelos de aparência, comportamento e estilo. Os astros do rock, por exemplo, usavam cabelos longos e se vestiam de modo pouco convencional, influenciando, entre as décadas de 1960 e 1970, as mudanças nos cortes de cabelo, no modo de vestir e no comportamento, ao mesmo tempo em que as atitudes às vezes rebeldes serviam de sanção para a revolta social.

O surgimento de novos grupos como os Rolling Stones impulsionavam a revolta contracultural e a adoção de novos estilos comportamentais. A associação entre o rock, cabelo comprido, rebeldia social e inconformismo em moda continuou por toda a década de 1970 com ondas de heavy metal, punk e new wave.

O Brasil é um bom exemplo de que a cultura da mídia criada e mantida pelos rockers é um mercado que está em constante giro. Diga-se de passagem, as “Galerias do rock” espalhadas pelo país são pontos turísticos para os adeptos do estilo roqueiro.

Abaixo, lista dos ícones do rock que marcaram moda nas últimas décadas:

O cabelo “rodado” de John Lennon


O xadrez de Kurt Cobain


Sid Vicious com o cabelo e acessórios do punk

Robert Smith e o gótico dm o The Cure

Dave Mustaine e as longas madeixas do heavy metal


Elvis e o topete do rock

domingo, 10 de outubro de 2010

Barulho mirim

Aproveitando o dia das crianças, não poderia deixar passar em branco a oportunidade de postar fotos de grandes ídolos do rock que já morreram (seguindo a tendência desse blog) com seus poucos anos de vida.

Na lista abaixo, fotos de infância de Kurt Cobain, Layne Sataley, John Lennon, Cazuza, Ronnie James Dio e Ian Curtis.

Fotos: Whiplash

Kurt Cobain

Layne Staley

John Lennon
Cazuza
Ronnie James Dio

Ian Curtis

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Como morrem os astros do rock?

Você sabe qual é a principal causa da morte dos ídolos do rock?
Qual é a idade média dos óbitos?

O gráfico abaixo, perfeitamente detalhado por Rafael Oliveira (@rafalolbh) mostra que overdose e acidentes com meios de transporte são as principais causas, depois das mortes fatalmente registradas por fenômenos naturais. 


Fonte: Wikipedia 

Segundo Rafael Oliveira, autor do levantamento dos dados, muitas das mortes naturais podem ter sido em decorrência de drogas ou álcool. 

O número de overdose considera-se mortes ocasionadas por drogas ou também de forma acidental (como o caso do Michael Jackson).

Tirem suas próprias conclusões.
;-)